Educação para o consumidor consciente




As empresas de telefonia fixa e celular sempre figuram nas primeiras posições dos rankings de reclamações. Trocam de posição com os Bancos mas estão sempre no top 20. Vejamos este ranking dos últimos 12 meses do TJRJ: 

  
Oi Telemar (Fixo), Santander, Claro, Light, Itaú, Bradesco, Itaucard, Oi (Celular), Ampla, Casas Bahia, Vivo, Banco do Brasil, Banco IBI, Sky, Tim, Nextel, BV Financeira, Ricardo Eletro.

Infelizmente, apesar de nosso Código de Defesa do Consumidor ter mais de 20 anos, ainda não conseguiu impedir na totalidade alguns abusos que algumas empresa de telefonia perpetuam  dissimuladamente.
Por exemplo, pegue suas contas telefônicase faça uma verificação simples. Veja se você encontra qualquer uma das seguintes rubricas em quaisquer conta sua dos últimos 5 anos: 

            “PLANO FRANQUIA LDN”
            “PACOTE FALE DIGITAL”
            “PLANO ALTERNATIVO VC1 

Se você achou um, ou vários, destes serviços, faça a sim mesmo as seguintes perguntas:  
 1) Eu conheço estes serviços?
 2) E, mais importante, contratei estes serviços? 

Lamentavelmente descobriremos que, na maioria absoluta das vezes, as respostas serão negativas para as duas perguntas!

Serviços como estes só podem ser cobrados se forem claramente explicados para você no ato da sua contratação e, claro, tem que existir a sua aprovação para a mesma.
 
Em caso de você identificar algum serviço estranho nas contas, como estes, você pode (e devem) reclamar! Existem várias formas para tal e podemos mudar paulatinamente os serviços prestados, para melhor.

Entre alguns instrumentos de reclamação estão os próprios SAC (Serviços de Atendimento ao Consumidor) das empresas, os órgãos para-legais como Procons Estaduais e Municipais – que não tem força da lei mas podem ajudar, trazendo a empresa para a mesa de negociação junto ao cliente/consumidor. 

Existem ainda diversos sites de reclamações, como o No Trombone que serve para amplificar sua voz, sua indignação para todo ecossistema virtual. 

E, finalmente, existe a via jurídica.
 
Em casos como o descrito acima, de cobrança indevida, é possível pleitear a devolução em dobro de valores pagos indevidamente conforme o artigo 42, parágrafo único do Código de Defesa do Consumidor. 

Geralmente isto resulta em multa significativa pois o cálculo retroage a 5 anos!
Ainda cabe mencionar que é possível pleitear Danos Morais, resultando em uma indenização ainda maior. 
 
Estes instrumentos todos, culminando com o ingresso do consumidor lesado na justiça são de capital importância pois parece-nos que apenas ‘sentindo no bolso’ é que as empresas aprenderão a nos respeitar e tratar melhor.

Apesar destas observações, vale fechar este artigo registrando que evoluímos muito no assunto. Muitas empresas se esforçam para tratar melhor os consumidores e  muitas estão conseguindo. 

Fonte: http://br.educacao.yahoo.net/conteudo.aspx?titulo=Educa%C3%A7%C3%A3o+para+o++Consumidor+Consciente

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