Economista dá dicas para o consumidor negociar dívidas

O Indicador Serasa Experian de Inadimplência do Consumidor revelou que no primeiro semestre desse ano o consumidor teve dificuldades na hora de pagar as contas. Segundo o indicador, o índice de inadimplência subiu 22,3% entre janeiro e junho quando comparado com o mesmo período do ano passado. A alta foi a maior desde 2002.

Entre os prejuízos ocasionados pela inclusão do nome no SPC e Serasa, está o fato da pessoa ficar fora da cadeia de compras, como explica o economista Elviro Rebouças.

Segundo ele, a primeira coisa a se fazer é ter cuidado na hora da compra e procurar adquirir somente o necessário. Para o economista, a iniciativa de satisfazer os desejos de compra é o que mais contribui para o aumento da inadimplência. “Nós somos consumistas”, afirma o economista.

Depois que o nome está incluso no Serasa, a alternativa dada por Elviro Rebouças é negociar com o credor para que o pagamento possa ser feito da melhor forma possível, ou seja, dentro das condições do devedor. A dica é tentar evitar os juros e cumprir o cronograma de pagamento estipulado.

O momento exato para negociar a dívida é quando o consumidor puder negociar e tiver no bolso, pelo menos parte do valor a ser pago. Ele comenta que assim que a negociação é feita e a primeira parcela da negociação é quitada, o consumidor tem seu nome retirado da lista do Serasa e volta a ser apto a comprar.

Com relação ao uso do “dinheiro de plástico”, o economista dá a dica para o uso correto e explica que, o cartão de crédito pode ser um bom aliado na hora das compras, desde que a pessoa possa pagar de uma só vez e evite os parcelamentos, pois o parcelamento gera juros. Com informações da repórter Luciana Araújo.
 
Fonte: Jornal Gazeta do Oeste, 14/07/2011.

Comentários