PROTESTE alerta para não se precipitar diante das ofertas e pesquisar bem antes de assumir uma dívida de longo prazo.
Como a aquisição de um imóvel implica dívida de longo prazo a PROTESTE Associação de Consumidores alerta para cautela antes de fechar negócio num feirão de imóveis como o que a Caixa Econômica Federal promoverá em 13 cidades brasileiras, a partir de 13 de maio até início de junho próximo.
O 7º Feirão da Casa Própria em São Paulo ocorrerá entre os dias 13 e 15 de maio no Centro de Exposições Imigrantes com oferta de 195.320 imóveis. No Rio de Janeiro entre os dias 20 e 22 deste mês, no Riocentro. E terá a participação de 76 construtoras e 52 imobiliárias.
Em São Paulo, funcionará das 10h às 20h30 na sexta-feira (13) e das 9h às 20h no sábado (14) e no domingo (15). A entrada é gratuita. Serão 47.573 imóveis novos ou em construção e 147.747 usados. Está confirmada a participação de 95 construtoras, 133 imobiliárias e outras instituições, como o Conselho Regional de Corretores Imobiliários (Creci).
Os valores dos imóveis novos irão variar de R$ 65 mil a R$ 1,7 milhão. Já o dos usados ofertados pelo Creci, de R$ 35 mil a R$ 9 milhões. Será possível sair do Feirão com carta de crédito ou até mesmo um financiamento aprovado. No caso das cartas de crédito, elas terão validade de 15 dias para os financiamentos com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e de 30 dias pelo Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), em ambos os casos prorrogáveis por igual período.
O consumidor não pode tomar uma decisão precipitada para não assumir compromissos cujo orçamento familiar não comporte. É preciso planejamento para assumir um financiamento de longo prazo e fazer bem as contas sobre o valor das parcelas a serem pagas no período.
A PROTESTE alerta que quanto maior o prazo de financiamento, maior será a quantia em reais a ser pago referente a juros. Com relação a comprometimento da renda é recomendável que todas as dívidas não ultrapassem 30% do orçamento familiar. Procure não comprometer mais de 15% da renda com o pagamento da primeira parcela do financiamento.
O aconselhável é comprar o imóvel dentro das necessidades atuais, dando o máximo de entrada possível, e financiando pelo menor prazo dentro da capacidade de pagamento. Se a taxa de juros for de 10% ao ano, a cada dez anos de financiamento será pago o equivalente ao imóvel adquirido.
Em 30 anos serão pagos 4,5 vezes. Em caso de atraso de três parcelas, o imóvel será levado a leilão, e se perde tudo que foi pago. E se o valor de venda do imóvel for inferior ao valor do saldo devedor do financiamento ainda restará dívida.
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