20 de abril de 2016

Criptografia no WhatsApp: entenda o que muda para o consumidor

Recém- anunciada, mudança é positiva e garante mais privacidade aos usuários do aplicativo

Na última terça-feira, 05, o WhatsApp anunciou a implementação da “criptografia de ponta a ponta”, já válida para as últimas versões do aplicativo. A mudança, no entanto, causou dúvidas nos usuários sobre o que, efetivamente, acontece com a novidade.
 
Segundo declarado pela empresa, a criptografia assegura que somente o usuário e a pessoa com a qual ele está se comunicado podem ler o que é enviado e ninguém mais, nem mesmo o próprio WhatsApp.
 
O advogado e pesquisador em telecomunicações do Idec Rafael Zanatta, explica que a medida é relevante. "A questão é importante por dois motivos. Primeiro, pois a criptografia tem a capacidade de evitar “grampos” em chamadas realizadas pelo aplicativo. Segundo, pois membros da Câmara dos Deputados finalizaram o relatório da Comissão Parlamentar de Inquérito de Cibercrimes e anunciaram que é preciso reforçar as capacidades das autoridades policiais para obtenção de dados de empresas de tecnologia. O anúncio do WhatsApp torna isso mais difícil e protege a privacidade dos usuários brasileiros e de todo o mundo”, elenca o especialista.
 
O Idec preparou uma Nota Técnica para comentar sobre a mudança. Para ler, clique aqui.  
 

Como o consumidor é afetado?  
 
Para o consumidor dos serviços do WhatsApp, a adoção da criptografia significa mais proteção à privacidade, um direito previsto no Marco Civil da Internet (Lei 12.945/2014). Na prática, ela reforça os dispositivos previstos na lei que garantem o direito à inviolabilidade da intimidade e da vida privada bem como a inviolabilidade e sigilo do fluxo das suas comunicações pela internet. “Da perspectiva da proteção da privacidade aos consumidores, a medida é benéfica e fortalece direitos civis”, finaliza o pesquisador.
 
Informações sensíveis como fotografias íntimas, dados de contas bancárias e dados pessoais também se tornam “ocultos” para terceiros. Com essa estratégia, o WhatsApp passa a oferecer mais segurança aos dados e informações dos usuários que o seu concorrente, o aplicativo Telegram.
 
A estrutura de criptografia não é opcional e se aplica a todos os sistemas operacionais (Android, iOS, etc). Usuários de versões não atualizadas ainda estão sem a proteção criada pela empresa. Para passar a utilizar a criptografia ponta a ponta, basta atualizar a versão do aplicativo por meio de plataformas de apps.
 
Fonte: http://www.idec.org.br/em-acao/em-foco/criptografia-do-whatsapp-entenda-o-que-muda-para-o-consumidor

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